No último dia 22 de outubro realizamos a exibição de lançamento do nosso
filme O Homem do Campanário, no Teatro 4
de Setembro, pelo projeto Terças da Casa – casa cheia, diga-se de passagem. A imprensa
local nos prestigiou maravilhosamente na semana anterior ao evento e também no
dia de sua realização, pelo que muito agradecemos. Foram inúmeras as
entrevistas e chamadas sobre o filme, de modo que o público pôde estar muito
bem informado quanto ao dia, local e horário, além de poder também conhecer a
sinopse da obra e imergir um pouco no universo da narrativa, mesmo antes de
assisti-la.
Todos nós da Dedallus Produções,
elenco e equipe, ficamos imensamente felizes em ver o Teatro 4 de Setembro
lotado para prestigiar a primeira exibição do nosso filme. E, acima de tudo,
ficamos encantados pela resposta positiva do público, o qual, de modo geral,
expressou sua satisfação com o resultado da obra.
Fazer cinema no Brasil como
produtor independente ainda é fazer cinema de guerrilha. No caso da produção de
O Homem do Campanário tivemos a bênção da aprovação num mecanismo público de
incentivo à cultura (Lei Paulo Gustavo), o qual nos proporcionou acessarmos
recursos que, embora insuficientes para realizarmos um projeto da proporção do
nosso, foi a base desta produção.
O projeto do filme foi concebido
originalmente como o de um curta-metragem. No entanto, após três diárias de
intensas gravações de um roteiro de 42 páginas, tínhamos material narrativo suficiente
para entregarmos algo maior, e decidimos assumir O Homem do Campanário como um
média-metragem. E assim fizemos, entregando a edição final num corte de 48
minutos. Ou seja, com a verba de um curta-metragem, realizamos um média-metragem.
E isso no contexto de uma produção muito ousada, formando uma equipe de 45 profissionais,
indo filmar numa cidade do interior, com todas as despesas que isso implica.
Neste processo, obviamente não
realizamos uma superprodução hollywoodiana. Muitas cenas do filme exigiriam
tratamento de computação gráfica para atingirem o máximo potencial de sua
qualidade, e não tínhamos dinheiro para tanto. Tivemos que lidar também com uma
logística de tempo bastante apertada, trabalhando com a obrigação de gravar o
filme em três diárias cravadas, pois não havia recursos para manter a equipe em
outra cidade por mais tempo. Porém, esses obstáculos, que poderiam ter servido
de empecilho à produção da obra, apenas serviram para nos motivar ainda mais a
trabalhar com afinco, obstinados em alcançar o melhor resultado que a nossa
força de vontade coletiva e os recursos disponíveis pudessem alcançar.
E foi esse o resultado que
apresentamos na nossa Advant Première, sob os aplausos e os muitos elogios do
público, para nossa imensa felicidade. Ainda é possível melhorar a qualidade do
filme, investindo em mais trabalho de pós-produção? Sim, certamente que sim,
desde que venham os recursos financeiros para tal, pois serviços de
pós-produção em audiovisual custam caro. Mas quanto a isso, é importante
lembrar um jargão corrente entre os cineastas, que diz: “Filme não se termina,
mas apenas se abandona.” Porque no fundo é bem por aí. Por melhor que fique a
edição final de um filme, sempre que se olhar para ele haverá algo, em alguma
cena ou em várias cenas, que poderia ter ficado melhor. E de tanto editar esses
trechos da obra, chegará o momento em que diretor e pós-produtor precisarão
bater o martelo e dar por finalizado o trabalho, até para que novas produções
possam vir. Ou seja, sempre chega a hora de “abandonar” o projeto.
Da minha parte, como roteirista,
diretor e produtor de O Homem do Campanário, posso afirmar que ainda não
abandonei o projeto. Há melhorias que ainda pretendo inserir na obra. Mas isso leva
tempo e (é preciso sempre ressaltar) depende de recursos financeiros. Com a verba
da Lei Paulo Gustavo o filme atingiu o melhor nível de qualidade que poderia. E
tenho que dizer que me sinto bastante gratificado com este resultado, que na
verdade superou expectativas em muitos aspectos. Temos um elenco maravilhoso,
com excelentes atores e atrizes entregando ótimas performances na tela. E sem
narcisismo, temos um roteiro que apresenta uma narrativa consistente e bem
articulada. Os elementos narrativos e o trabalho dos atores, de um modo geral, bem
como o trabalho de pós-produção do filme, sustentam a boa qualidade da obra. Digo
isso com plena convicção.
Mais uma vez, agradecemos de
coração à gestão do Teatro 4 de Setembro, na pessoa do seu diretor, João Vasconcelos,
pela pauta no projeto Terças da Casa, o que possibilitou realizarmos a première
exatamente como queríamos – com as portas do teatro abertas gratuitamente para
todos.
No mais, não vemos a hora de repetir
a dose e realizarmos a próxima apresentação do nosso suspense sobrenatural O
Homem do Campanário. Desde já, estão todos convidados!
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